Chefe da CIA teria advertido Moscou das consequências de Rússia estar ligada à “síndrome de Havana”


Sputnik – O chefe da Agência Central da Inteligência (CIA, na sigla em inglês), William Burns, teria advertido a Rússia sobre as consequências de o país estar ligado aos supostos ataques acústicos, ou seja, à chamada “síndrome de Havana”. William Burns teria feito esse aviso durante sua visita recente a Moscou, onde ele discutiu o assunto com altos funcionários das agências de inteligência russas, de acordo com o Washington Post.

“Ele [William Burns] lhes disse que causar danos cerebrais sérios e outras doenças debilitantes aos diplomatas norte-americanos e membros de suas famílias ultrapassa os limites de comportamento aceitável para um serviço de inteligência profissional”, segundo a mídia.

O aviso não significa que Washington acuse Moscou de tais atividades, mas o fato de Burns ter feito tal advertência significa que a CIA está preocupada com o possível envolvimento do Kremlin no assunto, destaca o jornal.

Moscou refutou várias vezes as acusações de qualquer envolvimento em supostos incidentes de ataques acústicos.

Uma doença desconhecida, a chamada “síndrome de Havana”, foi registrada pela primeira vez entre os diplomatas norte-americanos em Cuba em 2016.

No fim desse ano, diplomatas e funcionários norte-americanos começaram a ouvir sons estranhos e a experimentar sensações físicas que supostamente resultaram em alterações auditivas, de equilíbrio e cognitivas.

Os relatos da doença surgiram mais tarde na China em 2018. Os sintomas incluíram ouvir um “ruído direcional agudo”, experimentar pressão na cabeça, náuseas, tonturas e confusão mental. Depois de ouvir os sons, os diplomatas teriam sofrido ansiedade prolongada.

Ao total, cerca de 200 diplomatas apresentaram sintomas de doença, que ainda não tem explicação.

William J. Burns

William J. Burns (Foto: Tom Williams/Pool via REUTERS)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *