Peru: deputados querem destituição de Pedro Castillo ‘por incapacidade moral permanente’


Sputnik Brasil Nesta quinta-feira (25), parlamentares peruanos apresentaram ao Congresso do país um pedido de destituição do presidente Pedro Castillo.

O documento, de 17 páginas, conta com a assinatura de 28 parlamentares. Para entrar em debate no Congresso, a moção precisa de 53 votos.

O documento é assinado pelas bancadas do Renovação Popular, Avança País e Força Popular. Para Patricia Chirinos, autora da iniciativa, o pedido de destituição é um “grito desesperado do povo”.

Ela aponta diversas razões para seguir com o processo de impeachment, como a utilização ilegal de fundos públicos do governo de Junín na campanha eleitoral de 2021, a nomeação de altos funcionários ligados ao terrorismo, e a venda de influências nas promoções das Forças Armadas.

A moção também aponta que o governo peruano promove ataques à imprensa e faz censura da liberdade de expressão.

Nesta quinta-feira (25), de acordo com jornal Caretas, uma das principais bancadas no Congresso peruano, o Peru Livre, que é da base governista, afirmou que estuda aderir à proposta.

“Está sendo avaliado. É uma análise que tem que ser feita”, disse Vladimir Cerrón, porta-voz da bancada, em entrevista.

É preciso ressaltar, porém, que as declarações de Cerrón marcam uma divisão no partido. Ao comentar o pronunciamento, o deputado Alex Paredes disse que quem apoia o processo de impeachment está sendo hipócrita.

Presidente eleito em junho

Considerado de esquerda pela imprensa peruana, Pedro Castillo foi eleito presidente em 15 de julho de 2021, derrotando a candidata de direita Keiko Fujimori.

A eleição, que expôs fortes divisões no país andino, ficou marcada também pelas acusações de Fujimori, que fez insinuações de fraude, embora sem apresentar evidências que sustentem sua afirmação.

Durante a campanha, Castillo prometeu redigir uma nova Constituição para dar ao Estado mais controle sobre a economia.

Em outubro, após dois meses no cargo, o presidente do Conselho de Ministros do Peru, Guido Bellido, apresentou sua renúncia ao presidente do país, deflagrando o início de uma crise política.

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